QUEM SOMOS ?

QUEM SOMOS ?
Marcos e Josilene Deco, unidos pelo segundo matrimônio, somos pais de 6 filhos, sendo 4 do meu primeiro casamento e 2 do primeiro casamento dela. Conheço Yeshua nosso salvador desde 1995 e a Josilene nasceu numa família de crentes. Ela formada em Serviço social e eu cursando Letras. Fui consagrado ao ministério pastoral em 2003, iniciei um processo de conhecimento das Raízes da fé judaica, o qual me entreguei totalmente. Hoje trabalhamos para o reino de forma mais liberal, sem vínculos eclesiásticos, mas servindo ao corpo naquilo que possível. Nossa função tanto no blog quanto em toda a nossa vida é testemunhar a salvação por nós recebida pela fé no Mashiach Yeshua. Amém.

terça-feira, 24 de abril de 2018

ATENÇÃO PESSOAL




     Estava programado para 19/04/18 a publicação online do livro "BOAS NOVAS DE MORTE". Porém tivemos um pequeno atraso por motivo de correção, ainda não está completo, mas vamos publicar uma primeira edição para não ficarmos falhos em demasia com nossa palavra. 





O arquivo estará disponível para download a partir da 00:00 do dia 25/04/18, no blog. 

Peço compreensão caso ainda haja erros de qualquer natureza e se possível, nos comunique pelos comentários para uma futura correção. Desde já agradeço a compreensão e ajuda de todos.

Marcos Deco
Shalom  shalom


O milagre do calvário.

terça-feira, 3 de abril de 2018

"Soltar o burro"

Conta uma história que havia um burro amarrado a uma árvore.
O demônio veio e o soltou.

O burro entrou na horta dos camponeses vizinhos e começou a comer tudo.

A mulher do camponês dono da horta, quando viu aquilo, pegou o rifle e disparou.

O dono do burro ouviu o disparo, saiu, viu o burro morto, ficou enraivecido, também pegou seu rifle e atirou contra a mulher do camponês.

Ao voltar para casa, o camponês encontrou a mulher morta e matou o dono do burro.

Os filhos do dono do burro, ao ver o pai morto, queimaram a fazenda do camponês.

O camponês, em represália, os matou.

Aí perguntaram ao demônio o que ele havia feito e ele respondeu:
– “Não fiz nada, só soltei o burro”.

Viu só o diabo faz coisas simples ... porque sabe que o resto é a nossa maldade que faz. Por isso vamos pensar antes de fazer algo de vingativo e cuidar do nosso coração ... porque pro Demônio basta só "soltar o burro"




domingo, 1 de abril de 2018

Pedra por pedra

   
Um pai saía todos os dias para levar seu filho à escola e, ao deixá-lo lá, ele sempre dizia: _Aconteça o que acontecer, meu filho, o papai sempre estará ao seu lado. O filho entrava todo faceiro na escola e o pai ia para o trabalho.
         Um dia, houve um terremoto que destruiu toda a região. O pai saiu desesperado do trabalho e foi até sua casa. Chegando lá, ele viu que a casa ainda estava de pé e que a esposa estava bem, mas o filho ainda estava na escola, então ele foi correndo para lá e, quando chegou, viu que a escola estava em ruínas. Seu coração se encheu de tristeza, porque ele se lembrou da promessa que fazia todos os dias para o filho e que não havia cumprido.Chorando, ele mentalizou o caminho da sala de aula do filho e foi andando até lá. Chegando à sala, ele começou a retirar as pedras, sozinho. Muitos que estavam ali queriam que ele parasse para esperar o socorro, mas ele não parava. As pessoas falavam: Saia daí! O que você está fazendo? Espere o resgate chegar. E ele dizia: Você vai me ajudar? A pessoa ficava quieta, se afastava e ele continuava sozinho retirando as pedras, chorando e gritando: Filho, você está vivo? De repente, depois de muito tempo, ao retirar uma pedra grande, ele escuta lá de longe: Pai, eu estou aqui! Então, todos começam a ajudá-lo, retirando as pedras, e o menino falando: Pai, eu estou vivo! Estou com muito medo, com fome, com sede. Mas não estou sozinho, dos 36 alunos da nossa sala, tem 14 aqui comigo. Estamos presos entre duas pilastras. E o pai lhe disse: Filho, eu vou te salvar, e continuou retirando as pedras até que viu a cabeça das crianças. O pai colocou o braço no buraco para puxar a criança e disse: Filho, vem para fora, mas ele respondeu: Não pai, tira primeiro as outras crianças, eu vou sair por último, porque sei que, aconteça o que acontecer, o senhor sempre estará do meu lado. O filho se lembrou da promessa do pai.Se hoje você está nos “escombros”, devido à tristeza, a uma dívida, à depressão, ao desejo de morte, silencie e escute o Pai retirando “as pedras” de cima de você. Ele também grita: Filho, você está aí? Se você não consegue responder, gritar, talvez gemendo você possa dizer: Pai, eu estou sem forças, mas estou aqui e sei que, aconteça o que acontecer, o Senhor sempre estará ao meu lado.

            Perceba Deus na sua vida, retirando “pedra por pedra”, estendendo a mão para você, porque é isso que Ele faz todos os dias. DEUS É CONTIGO...SEMPRE!!!


(Autor desconhecido)





sábado, 31 de março de 2018


Parashá de pêsach  (páscoa).
Shemôt  (Êxodo) 33:12-34:26
Bemidbar  (Números) 28:19-25
Ezra  (Esdras) 36:37-37-14
Essa parashá é especial por que hoje 30/03/2018 ao por do sol se comemora o Pêsach, no calendário bíblico judaico 14/01/5779, como descrito em Vaykra  (leviticos) 23:5-8.


    O pêsach  (Páscoa bíblica) são sete dias sem comer fermento, há uma jantar feito no primeiro dia com carne de cordeiro, ervas amargas e pães ázimos, ao decorrer do tempo outros elementos foram adicionados e até mesmo usados por Yeshua (Jesus).
Pêsach ficou como mandamento para os gentios da igreja de Corinto. I Corintios 5:6-8.
O texto dessa parashá trata dessa vez que o texto muda o Eterno e Mosheh (Moisés) de lugar, aqui Mosheh fala com o Eterno aos invés do Eterno falar com Mosheh, uma situação atípica. Essa frase, “ tu me disseste”, Mosheh mostra a Hashem que não esqueceu do que Ele prometeu, um fator muito importante quando vamos orar a Hashem, mostrar que guardamos bem as palavras que Ele nos deu e tivemos zelo por elas. E mosheh quer sabe   quem irá com ele, pois o Eterno haveria de se retirar do meio do povo se não Ele mesmo mataria todos, O Eterno estava irado precisava de alguém para interceder pelo povo. Em shemôt  (Êxodo) 33:13 Mosheh (Moisés) pede para conhecer os caminhos (plural)  de D’us.



   
 Devemos lembrar que mosheh (Moisés) era um homem que conheceu a história do D’us de Abraham  (Abraão), Itzhak  (Isaac) e Ya’akov (Jacó), conversou com Hashem na sarça ardente, passou 40 dias no monte recebendo a torah do Eterno, além de, conversar com D’us face a face. O que quer dizer conhecer seus Caminhos? Então o Eterno faz a glória dEle passar por Mosheh (Moisés), revela seu nome.
O principal Elemento é o anjo, מלח  “malach” um mensageiro, que segundo shemôt (Êxodo) 23:20-21 Ele tem autoridade para perdoar pecados, não é um anjo qualquer mas o Mashiach prometido que Ele mesmo disse: seus pecados estão perdoados.
Essa Páscoa com ovos de coelho, veio de uma prática onde levavam como oferenda a deusa ishtar ovos e coelhos sacrificados, símbolos de fertilidade para terem boa colheita, os feiticeiros celtas usavam ossos de coelhos para preferem o futuro, talvez você já viu algo semelhante, em inglês Páscoa são diz “ister” por causa da deusa Istar.
Mas na Páscoa bíblica temos o cordeiro imolado para nos resgatar, este é Yeshua, o matzah ou pão ázimo que representa o corpo de Yeshua, furado por que Ele mesmo foi transpassado, sem formosura e nada que nos atraia por sua aparência, a erva amarga que nos faz lembrar como o pecado era amargo e que há mais que Hashem preparou para aqueles que são fiéis a Ele.
Shabat shalom....

Por Juliana Axchar.


Contatos:
prmarcosdeco@gmail.com
Marcosdeco (Youtube)


sexta-feira, 30 de março de 2018

Transformando Imperfeições


Transformando Imperfeições

Por Rabino Yitzchak Ginsburgh



Em inner.org
Traduzido por Maurício Klajnberg


Pêssach – A Festa da Liberdade – nos lembra do grande evento histórico que tão firmemente nos uniu a D’us, o Criador do Céu e da Terra. A liberdade da escravidão no Egito, enviada pelo Céu, foi um preâmbulo e preparação para o próximo grande evento, o maior na história judaica, e na história de toda a humanidade – A Outorga da Torá no Monte Sinai, sete semanas depois.

A Torá tornou-se o elo que nos liga a D’us, portanto nosso povo judeu, a Torá e D’us estão inseparavelmente unidos em um só. Mas a celebração do Êxodo (saída) do Egito não está limitada apenas aos oito dias de Pêssach, que celebramos somente uma vez por ano. Somos ordenados na Torá: “Lembra do dia de tua partida do Egito todos os dias da tua vida!” Assim, é uma questão de importância diária para cada um de nós lembrar da nossa liberdade da escravidão. Como nos diz a Hagadá que “todos os dias de tua vida”, incluem também as noites. Dia e noite, portanto, cada um de nós deve se lembrar da “partida do Egito”. Este é um dos motivos pelos quais a terceira porção do Shemá está incluída em nossas preces matinais e noturnas, pois conclui com as palavras: “Eu sou D’us, que te tirou da terra do Egito, para ser teu D’us; Eu sou D’us, o teu D’us.”

Na verdade, mencionamos este grande evento incontáveis vezes. Recitamos a Canção de Moshê na Travessia do Mar Vermelho toda manhã. No Kidush de Shabat e Yom Tov dizemos: “Um memorial da saída do Egito.” Muitas e muitas vezes, de uma maneira ou de outra, o assunto de Yetzias Mitsraim (Êxodo do Egito) ocupa um lugar importante em nossas preces e observâncias diárias das mitsvot.

A ênfase para nós está na ideia de “tua partida”, que equivale a dizer; não é apenas uma celebração de um evento nacional para todo o nosso povo em conjunto, mas é também um evento individual, para todo e cada judeu separadamenteO potencial de todo judeu é o de expressar a Divindade. Para palavra hebraica para Egito, Mitzrayim, significa “limitações”. Limitação é a incapacidade de alguém se expressar plenamente. No Egito, o povo judeu estava limitado e não podiam expressar plenamente a Divindade. A redenção das limitações do Egito é o poder Divino e o milagre da festa de Pessach.

O Salto Compassivo

De acordo com o grande comentarista bíblico, Rashi, a palavra em Hebraico para “Páscoa”, Pessach (pei, samech, chet) tem dois significados:

Saltar ou pular sobre – D’us saltou sobre as casas dos judeus no Egito durante a morte dos primogênitos do Egito.Compaixão – este salto foi uma grande expressão da compaixão de D’us para com o povo judeu.

Na Torá a palavra que é usada para uma pessoa aleijada (que salta ou pula) é pisayach. Esta palavra compartilha uma raiz com Pessach e é a fonte da explicação de Rashi de que Pessach significa “saltar’. O saltar de uma pessoa aleijada é considerado uma imperfeição e impede a um Cohen de servir no Templo Sagrado. Da mesma forma, um animal que é pisayach é considerado imperfeito e indigno de ser trazido como um sacrifício no Templo.




O Poder Transformativo de Pessach

A bela imagem da futura redenção está escrita em Isaías 35:6: “Naquele momento (quando Mashiach chegar) o aleijado saltará com um cordeiro”.

Em realidade, frequentemente observamos ou experimentamos coisas que parecem más. A beleza da criação está na Torá, que nos dá o poder para transformarmos mal em bem. Pessach tem este poder de transformação. Ele pode transformar a incapacidade física em um verdadeiro e belo saltar com liberdade. A visão do homem aleijado saltando como um cordeiro é uma imagem muito importante para se ter em mente em Pessach.

O Salto Futuro

No Egito, D’us saltou sobre as casas dos judeus.

No Cântico dos Cânticos (2:8), entretanto, encontramos um diferente tipo de salto. “A voz de meu amado está se aproximando; ela salta sobre as montanhas e pula sobre as colinas”.
De acordo com nossos Sábios, as montanhas representam os Patriarcas, enquanto as colinas representam as Matriarcas. Pelo mérito e poder dos Patriarcas e Matriarcas, D’us salta sobre as montanhas e colinas e para dentro de nossos corações para nos trazer Sua revelação.

A Chave Para Penetrar No Coração

As limitações do Egito são barreiras psicológicas que não podem ser penetradas. Estas barreiras psicológicas, que existem em algum nível em toda a humanidade, nos deixam incapacitados. A palavra hebraica para “compaixão”, chemlá (chet, mem, lamed, hei), é uma permutação da palavra hebraica para “doença”, machalá (mem, chet, lamed, hei). Quando nos conectamos com o outro com compaixão, o que é ainda mais profundo que abraçar com amor, nós o redimimos de suas barreiras psicológicas. Este estado doentio de incapacidade é então transformado ao saltar Messiânico do cordeiro.

A energia transformativa de Pessach é o poder para rompermos todas as barreiras psicológicas e, com compaixão em nossos corações, pular todo o caminho em direção dos corações de D’us, nosso cônjuge, família e amigos.

Transformando Imperfeições Em Milagres

A imperfeição que se justapõe consistentemente (6 vezes) com a incapacitação na Torá é a cegueira. Estas duas condições são interdependentes. O valor numérico de “aleijado”, pisayach, é 148. O valor numérico de “cego”, iver, é 276. Juntos, eles totalizam 424, que é o valor numérico de Mashiach ben David, Messias o filho de David.

Mashiach inicialmente tem as duas abrangentes imperfeições de incapacidade física e cegueira. Adicionalmente, ele é descrito na Torá como um leproso. Lepra é uma doença da pele. Em Hebraico, a palavra para “pele” é or (ayin, vav, reish) cuja soletração é idêntica à palavra para “cego”, iver. Isto é uma alusão à “pele” virtual que cobre os olhos do cego impedindo que ele veja. A redenção depende da remoção da barreira sobre nossos olhos para revelar os milagres ao nosso redor. No momento de sua chegada, Mashiach, com a ajuda de D’us, será redimido e transformará suas imperfeições nos milagres da redenção final.

Pessach: A Revelação de Maravilhas Divinas

No livro de Micá 7:15, D’us nos promete “Mais do que nos dias da redenção do Egito, Eu vos mostrarei maravilhas Divinas”. O poder de Pessach é o potencial para transformar nossas limitações em maravilhas Divinas. Que possamos merecer nos relacionarmos aos outros com verdadeira compaixão. Pelo mérito de nossa compaixão, possa D’us ter compaixão conosco e transformar nossa incapacidade e cegueira ao pular do cordeiro e à abertura de nossos olhos para revelar as maravilhas da chegada de Mashiach.





segunda-feira, 26 de março de 2018

Você É Importante

Você É Importante


    O mundo seria diferente se você não tivesse nascido? Você acorda toda manhã sentindo que tem um papel importante a desempenhar no grande esquema das coisas?




    A maioria de nós cresce num mundo onde a vida é descartável, onde nossas contribuições não são reconhecidas, onde não há um verdadeiro senso de que a vida – a nossa ou a do outro – é significativa.


    Na raiz deste descontentamento está a convicção profundamente enraizada de que “Não Sou Importante”. Uma crença de que se eu fosse aparecer ou não em algum lugar, fizesse ou não um tipo de contribuição, isso não iria afetar fundamentalmente o mundo ou as pessoas que nele vivem.



    Pense sobre isso por um minuto. Se você não sente que faz uma diferença no mundo, quão empolgado pode ficar sobre as coisas que faz e as escolhas que adota? Quando você acorda pela manhã e sente que aquilo que vai fazer naquele dia não importam, quão empenhado e interessado pode ser?



Mas há uma mensagem que vai mudar sua vida para sempre: O nascimento é a maneira de D'us dizer “você é importante”.



    Isso significa que você é absolutamente necessário. Você é indispensável para a visão de D'us sobre o mundo, escolhido para cumprir uma missão que você, e somente você, pode cumprir. Como as notas musicais na grande composição Divina, cada um de nós tem uma música única para tocar. Se você acha que esta é uma mensagem simples, deixe-me partilhar com você uma carta que recebi de uma mulher que leu meu livro Rumo a Uma Vida Significativa:



    “Sou uma executiva de 47 anos – muito bem-sucedida e realizada; admirada e respeitada. Porém por baixo dessa camada fina está uma mulher em pedaços. Veja, minha alma foi assassinada quando eu era criança, quando meus pais abusaram de mim física, emocional e sexualmente. Todo dia da minha vida é essencialmente uma luta contra o suicídio. Sinto que não tenho qualquer valor, nenhum senso de ser. Sou uma soma das minhas partes, e meu valor está baseado em quanto os outros me valorizam. Tentei muitas terapias, mas no fundo permaneço a mesma. A intimidade não funciona em minha vida, os relacionamentos são doentios ou não-existentes.



    Para compensar por este profundo vazio e carência, o que tenho feito, como fazem as pessoas nessa situação, tornei-me super-ambiciosa e hiperprodutiva para criar uma espécie de controle exterior por não ter nenhum controle interior. Isso me ajuda a distrair-me um pouco e a passar o dia, mas na verdade não muda nada. Por dentro sou um caco, e todo dia, às vezes todo momento, é mais um conflito.



    Há muito abri mão da esperança e me resignei a esta vida de sofrimento. Mas então aconteceu um milagre. Alguém me deu o livro Rumo a Uma Vida Significativa como presente. Sou judia mas não observante, e dei uma olhada no livro com um toque de ceticismo até que uma linha destacou-se e atingiu-me como um trovão, como uma bala de canhão entre os olhos. A linha dizia: ‘O NASCIMENTO É D'US DIZENDO QUE VOCÊ É IMPORTANTE.’ Li aquilo repetidamente, pelo menos 500 vezes. E vou continuar lendo todo dia, a minha vida inteira.



    De repente entendi, após 47 anos, que não importa aquilo que meus pais me disseram, não importa eles terem dito que fui um acidente e uma fonte de sofrimento na vida deles, que não importa o quanto a sociedade nos diz que somos apenas uma estatística na folha de balanço, que nosso valor é medido pelo poder, produtividade, aparência, juventude, contatos e dinheiro – nada disso importa porque sou importante para Aquele que é mais importante. Para D'us, que me criou e disse: ‘Quero você nessa terra, preciso de você.’



    O mero fato de eu ter nascido, de existir, apesar do meu humor, meu nível de desempenho, minha aparência naquele dia. O simples fato de eu estar aqui é um voto de confiança de D'us de que eu sou indispensável, absolutamente necessária, insubstituível. Ninguém pode me substituir. Eu tenho importância. Realmente tenho. Você sabe como isso faz eu me sentir? Que tenho permissão para ser importante. Sou ordenada a importar.



    Portanto embora eu ainda tenha muitos anos para consertar, agora, pela primeira vez em minha vida, tenho esperança. E sei o que preciso fazer. Preciso criar pontes de safena para passar pelas artérias infectadas que meus pais me deram quando me tocaram, me criticaram, me agrediram, pela primeira vez, e reconectar-me àquele primeiro momento puro, inocente, do nascimento, quando D'us disse VOCE É IMPORTANTE, você é indispensável. Portanto agradeço a você por devolver-me a minha vida.”



    Esta carta me provocou lágrimas durante algum tempo. É uma carta que mudou minha vida. Cresci num lar relativamente saudável e fui criado para me sentir valioso. Mas ao ouvir a história desoladora de uma mulher que não teve aquele luxo, fui desafiado a perguntar para mim mesmo: “Eu importo porque meus pais me valorizaram e por causa das minhas realizações, ou importo de maneira mais permanente, cósmica?”



    Comecei a apresentar essa pergunta às plateias em todo o pais – e pergunto a você, querido leitor, o mesmo: Você acha que realmente importa?



    A resposta comum geralmente é: “Claro que importo – sinto que sou importante. Minha família, amigos e colegas de trabalho me valorizam.”



    Mas deixe-me perguntar de outra forma: Faria alguma diferença se você jamais tivesse nascido? Lembre-se, antes de você nascer, não seria uma catástrofe se você não aparecesse; ninguém sentiria a sua falta porque ninguém estava esperando por você. Obviamente, podemos justificar nossa existência depois que nascemos.



    Mas nossa existência tem qualquer mérito além das nossas justificativas? A única razão absoluta por que você realmente importa é porque foi escolhido por D'us para vir a esse mundo. A palavra “nascer é D'us dizendo que você importa” não são minhas. São tiradas da Torá, que declara a verdade mais importante que você jamais ouvirá.



    Sim, você importa, não porque pensa que é importante, ou porque os outros lhe dizem que você é, ou por causa de seu poder, valor monetário, aparência, realizações ou nível de produtividade. Mas porque D'us o colocou aqui. Você é uma nota musical indispensável. Insubstituível. Ponto final.



    O mundo seria diferente se você não estivesse aqui ou se não cumprisse seu chamado. Foi reservada a você uma determinada seção deste globo, com determinados talentos; pessoas que você vai conhecer; experiências que terá; lugares aonde vai; objetos que obterá – todos estão alocados a você para que os transforme, os deixe diferentes de quando os encontrou. E isso muda as vidas para sempre. Eternamente. Quando você sabe que você e sua contribuição são cruciais, isso infunde tudo que você faz com um senso obrigatório de urgência.



    Creio que essa mensagem simples e clara é remédio preventivo para muitas das tragédias e sofrimentos que infestam nosso mundo hoje – os tiros, o ódio, os terroristas, as guerras. Precisamos fazer contato com toda pessoa, toda criança, todo pai, todo educador, todo líder, com a mensagem: Você é importante. Sua vida e aquilo que você faz com ela importam. Você é indispensável para D'us e para este mundo.


POR SIMON JACOBSON

Rabino Simon Jacobson é autor do campeão de vendas Rumo a Uma Vida Significativa: A Sabedoria do Rebe (William Morrow, 1995), e fundador e diretor do Meaningful Life Center.

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Acessado em 19/03/18