sábado, 24 de fevereiro de 2018


                  Decreto/ Ordene

Parasháh tetzaveh (ordene, decrete) shemôt (Êxodo) 27:20-30:10

Haftaráh: Yechezk'el (Ezequiel)  43:10-27

Brit hadasháh (Nova Aliança) Filipenses 4:10-20


תצוה  "tetzaveh" (ordene), a parasháh começa com esse verbo no imperativo, sendo essa a única parasháh que não aparece o nome de mosheh (Moisés), o midrash diz que por causa que Mosheh pediu a D'us para que riscasse seu nome do livro da vida, seu nome é riscado  de uma parasháh de toda torah.
          

O que mais chama a atenção...

... e que o ETERNO não quer qualquer azeite para a Menorah ,  poderíamos dizer: "Vai ser queimado mesmo."

Além disso o azeite puro não dava fumaça, era o azeite da primeira prensa, tirado com cuidado para nao machucar de mais a azeitona, esse azeite "שמן זית 'shemen zait'" óleo de oliva, deveria ser "זך'zach'" (puro), esse óleo representa o intelecto, bons pensamentos, estudo da torah. Temos sete entradas espirituais, dois olhos, dois ouvidos, duas narinas onde o Espírito de Hashem foi soprado, e uma boca; tais portas devem ser vigiadas constantemente, o que vemos pode nos impurificar, o que ouvimos pode nos impurificar, o que comemos...

 Um fato pessoal,

“ estava eu num monte da cidade de Mateus Leme, orava ajoelhado e sentir-me enfraquecer, minhas pernas tremiam e não havia em mim força suficiente para me levantar, pedi ao pastor que nos liderava para orar por mim, depois da oração com a mão em minha cabeça ele disse: A três anos você comeu uma maçã do amor consagrada, mas D'us te deu a vitória; um pastor iletrado mas, com experiências espirituais com o Eterno”

...Por isso necessário tomar cuidado  e termos sempre discernimento espiritual pois alimentos consagrados a ídolos nos afetam sim, assim como, coisas que ouvimos, vemos e por ultimo deixei o olfato, as narinas são entradas espirituais, com elas percebemos o perfume do Rúach ha'kodesh (Espírito do Santo), um nível espiritual elevado discernirmos ambientes espirituais pelo cheiro. Pois bem, voltando ao óleo da azeitona, ele representa o Rúach ha'kodesh também, por isso Shaul ha'shaliach (apostolo Paulo)  nos deixou como mandamento sermos cheios do Rúach ha'kodesh, mas é necessário uma fagulha para acender o fogo, Yeshua (Jesus) batiza com Espirito e com fogo, se recebemos o óleo precisamos do fogo para dar luz. 

 Fogo aqui é provação, perseguição...

Os momento onde mais se ascendeu a manifestação de D'us entre o povo foi no deserto, cercados de inimigos, frio, calor intenso, animais peçonhentos, escassez de água e comida, sem armas, sem armaduras, sem muros, sem banheiros, etc...
Outro momento quando os apóstolos estavam sendo perseguidos, onde no louvor de Shaul (Paulo)onde  as celas da cadeias foram abertas, e da  mesma forma com Kefa (Pedro).
Infelizmente a falta de instrução tem nos leva a escassez  do  azeite nos  discípulos de Yeshua de hoje, a Bíblia é um assunto chato, as coisas sagradas para eles são coisas sem sentido.
Na haftaráh  (Porção do Brit Hadasha NT, estudada junto com a Parasha) em Ezequiel 43:10 D'us ordena a Ezequiel que exorte o povo para que se envergonhe de seus crimes e meçam tudo com cuidado, mas quem tem esse cuidado, não dá atenção a qualquer conversa, como exorta Shaul (Paulo) em Efesios 4:29; 5:4. Ao invés de encher seus corações com azeite puro, se entopem de obscenidade, conversas inúteis que não são apropriadas ao povo de D'us. E andando em verdade, com a torah em nossos corações, poderemos ser luz para esse mundo, tomando sem o máximo de cuidado, ao ouvir, ao olhar, até no comer sempre agradecendo a Ha'shem, e até mesmo os locais que frequentamos, sempre com discernimento espiritual, crescendo em direção Dele, Yeshua, em maturidade, na graça e no conhecimento, lembrando que quem deu essa mitzvah (ordenança) não foi Mosheh e sim o próprio Eterno.

Glossário

Parasha                   (Porção da Torah estudada semanalmente no shabat)
Haftarah                 ( Porção da Brit Hadasha estudada juntamente com a parashah)
Brit Hadasha          ( O que erroneamente chamamos de NT)
Menorah                 ( Candelabro, castiçal)
Rúach ha'kodesh    ( Espirito do Santo, Sopro do Santo)



Por Juliano Axchar

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A sabedoria

A Sabedoria

Encontramos na parashat Tetsavê, que ao ordenar a Moshê que orientasse os sábios, para a confecção das roupas dos cohanim, O ETERNO diz: “E falarás a todos os sábios de coração (talentosos naturalmente), aos que enchi de espírito de sabedoria...” (Shemot 28:3).

O Targum Unkelus e o Rambam explicam “aos que enchi de espírito de sabedoria” como “aos que completei com sabedoria”, ou seja, já tinham sabedoria, porém o Todo-Poderoso acrescentou um complemento.

Para entendermos melhor esta expressão (“aos que completei com sabedoria”), trazemos a passagem do Talmud (Sucá 46): “Aprendemos a diferença entre o sistema do Todo-Poderoso e o sistema do ser humano. No sistema do ser humano, um utensílio vazio pode ser enchido, porém um utensílio cheio não comporta mais nada. No sistema do Todo-Poderoso, entretanto, o utensílio cheio é o que é capaz de conter mais, enquanto o utensílio vazio não”. Este comentário refere-se à explicação da frase “Vehayá im shamôa, tishmá”  Se ouvires a voz do Eterno, Teu D’us para guardar e cumprir (Devarim 28:1): Se alguém está acostumado a estudar a Torá, poderá acrescentar aos seus conhecimentos algo mais, porém quem não a estuda não terá como aumentá-los.

A sabedoria só pode se concretizar e se complementar quando é alimentada constantemente.

O Rabino Moshê Chayim Luzzato zt”l, em seu livro Dêrech Êts Hachayim, segundo e terceiro parágrafos diz: A sabedoria foi depositada pelo Todo-Poderoso nos corações dos seres humanos. Para que ela possa prevalecer e conservar-se, porém, é necessário que esse mesmo ser humano recarregue-a continuamente. Assim, será ressaltada e não permanecerá embutida nos corações, sem se manifestar para o proveito de todos. Cabe ao ser humano, portanto, compenetrar-se, pois se ele não buscá-la, ela não será alcançada e passará os anos de sua vida sem saber o comportamento adequado que a Torá determina. Futuramente, deverá prestar contas perante o Todo-Poderoso, por não ter estimulado e usado seu potencial de sabedoria injetado por D’us.

O Ramchal segue dizendo, que o conhecimento da Torá (denominada de Torat Emet, porque nos mostra o verdadeiro caminho e o comportamento adequado) fortalece o espírito do ser humano e afasta dele o yêtser hará (o mau instinto). Ou seja, quanto mais o indivíduo estuda a Torá, mais se aperfeiçoa em relação a essa sabedoria. Assim sendo, o mau instinto não prevalece e não o prejudica  da mesma forma que o mau instinto não se aproxima dos mal’achim (anjos). Entretanto, se o indivíduo não estudar a Torá, essa mesma sabedoria não será desenvolvida. Conseqüentemente, seu coração estará vazio e o Yêtser Hará prevalecerá, fazendo com que peque.

Estas palavras do Rabi Moshê Chayim Luzzato zt”l coincidem com as do Rambam (final de Hilchot Issurê Biyá): A melhor forma do indivíduo se resguardar do pecado é estudando a Torá, pois os pensamentos sobre pecados se encontram em corações vazios de Torá e sabedoria.

Extraído do Livro: "Nos Caminhos da Eternidade"

Por André Lucas

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Por que consumir mel ?


Por que consumir mel? 

Simplesmente porque é excelente para a saúde.  Além de ótimo adoçante natural, o mel é cheio de benefícios porque tem ação antimicrobiana capaz de impedir o crescimento ou destruir microrganismos, protegendo o organismo contra doenças
O mel é um produto natural obtido a partir do néctar das flores e de excreções da abelha. Além de ser um ótimo adoçante natural, esse alimento é cheio de benefícios, porque conta com ação antimicrobiana, capaz de impedir o crescimento ou destruir microrganismos e assim proteger contra doenças. O mel também conta com ação antioxidante e prebiótica, esta última modifica o balanço da microbiana intestinal, estimulando o crescimento e, ou atividade de microrganismos benéficos.

“Por ser rico em carboidratos e açúcar, o mel é ótima fonte de energia. O alimento também conta com potássio, magnésio, sódio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, cobalto, cobre e alguns outros minerais”, afirma Paulo Sérgio Cavalcanti Costa, professor do Curso a Distância CPT Processamento de Mel Puro e Composto, em Livro+DVD e Curso Online. Entre esses nutrientes, o potássio é o que está mais presente no mel e é interessante para o equilíbrio da pressão arterial.

6 excelentes motivos para você consumir mel

1- Bom para dor de garganta:
Sua avó estava certa! Como o mel possui ação antimicrobiana, capaz de impedir o crescimento ou destruir microrganismos, ele é interessante para aliviar a dor de garganta momentaneamente. Mas é importante ressaltar que não há nenhum estudo científico comprovando que o mel trate as causas desse sintoma, como uma faringite, por exemplo, e nem a evolução da doença relacionada a uma dor de garganta. As características do mel que fazem com que ele tenha esta ação antibiótica são: o baixo ph, proporcionando um ambiente ácido que pode inibir o desenvolvimento de muitos microrganismos, pouca quantidade de água, que não proporciona condições favoráveis para o crescimento das bactérias. Além disso, o mel possui o ácido glucônico que contribui para a formação do peróxido de hidrogênio, um poderoso antibactericida.

2- Bom para problemas respiratórios:
Pesquisas mostraram que bactérias causadoras de algumas doenças são sensíveis a ação antibacteriana do mel. Entre esses microrganismos estão a Haemophilus influenzae, responsável por infecções respiratória e sinusites, Mycobacterium tuberculosis, que leva a tuberculose, Klebsiella pneumoniae e Streptococcus pneumoniae, que causa a pneumonia. Nesse caso, vale a mesma ressalva em relação à dor de garganta. O mel pode ajudar aliviando os sintomas e o desconforto, mas não promove a cura da doença em si. O tratamento dessas doenças, portanto, deve ser indicado por um especialista.

3- Bom para o intestino:
O mel pode ser um importante aliado na manutenção da microbiota intestinal (conhecida como flora intestinal), que são bactérias benéficas que carregamos ali. Contribui, assim, para um melhor trânsito intestinal, a consistência normal das fezes, prevenção de diarreia e constipação. Com a microbiota boa, quando a pessoa consumir fibras, as bactérias do bem transformam as fibras em ácidos graxos de cadeia curta, que impedem que os microrganismos ruins do intestino invadam a corrente sanguínea e se espalhem pelo nosso corpo, criando uma defesa indireta. Todos estes benefícios ocorrem porque o mel possui carboidratos não digeríveis e oligossacarídeos que são prebióticos, ou seja, contribuem para a manutenção da microbiota intestinal. Além disso, pesquisas mostraram que bactérias causadoras de algumas doenças são sensíveis a ação antibacteriana do mel. Entre esses microrganismos estão: Escherichia coli, causadora de diarreia e infecções urinárias e Salmonella species, que pode levar a diarreia.

4- Bom para pele:
O mel é rico em antioxidantes, como ácidos fenólicos, os flavonoides e os carotenoides. Por isso, o alimento contribui para a diminuição dos radicais livres e assim previne o envelhecimento precoce e contribui para a pele mais bonita e saudável. O mel pode ser ingerido ou utilizado em cosméticos como sabonetes e cremes. Ao ser passado na pele algumas pesquisas, entre elas uma da Universidade de Ouagadougou de Burkina Faso, observaram que o mel pode agir como cicatrizante de feridas e em casos de úlceras, queimaduras e abscessos na pele. Os microrganismos staphylococcus aureus e salmonela typhimurium, ambos causadores de infecções em ferimentos, são sensíveis a ação antibacteriana do mel.

5- Ação antioxidante:
Isso faz com que o mel ajude a diminuir os radicais livres e assim contribua para evitar o envelhecimento celular, proporcionando uma pele mais bonita e saudável e prevenindo doenças como o Alzheimer, cardiovasculares, entres outras. As substâncias presentes no alimento que proporcionam este benefício são: ácido glucônico, os ácidos fenólicos, os flavonoides, certas enzimas, como a glicose oxidase, catalase e peroxidase, ácido ascórbico, hidroximetilfurfuraldeído e carotenoides. Diminui os riscos de infecção urinária: Alguns estudos apontaram que bactérias causadoras de certas doenças são sensíveis a ação antibacteriana do mel. Entre esses microrganismos estão a streptococcus faecalis, proteus species e pseudomonas aeruginosa, todas elas podemcausar a infecção urinária.

6- Melhora o sono e ajuda a relaxar:
O mel estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. O alimento é um carboidrato fonte de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, que é o hormônio responsável por baixar os níveis de estresse do organismo, melhorando o bem-estar. O mel tem uma função importante como regenerador da microbiota intestinal, quando combinado aos lactobacilos presentes no intestino. Sabe-se que mais de 90% da serotonina é produzida no intestino, portanto o mel ajuda a manter a integridade intestinal colaborando com uma melhor regulação neuroendócrina, com mais serotonina e mais disposição e sensação de prazer.

O sabor, aroma e a cor do mel irão variar, de acordo com as floradas, definidas a partir do tipo de flor que a abelha coleta o néctar para produzir esse doce. Alguns benefícios do mel podem ser mais fortes em determinados tipos do que em outros.





Por Silvana Teixeira.

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A Sabedoria Judaica

A Sabedoria Judaica

Sabedoria é grátis, mas é também a coisa mais cara que existe, porque a adquirimos por meio de nossas falhas, desapontamentos e mesmo dores. É esta a razão pela qual tentamos partilhar nossa sabedoria, de modo a que outras pessoas não paguem por ela o preço que nós já pagamos.

Eis alguns aprendizados  que desejo compartilhar:


Nunca tente ser esperto. Procure sempre ser sábio.
Respeite os outros mesmo que sejam desrespeitosos com você.
Nunca busque publicidade para o que você faz. se você a merece, a receberá. Do contrário, você será criticado. De toda forma, atos meritórios nunca precisam despertar para si a atenção de quem quer que seja.
Quando você faz o bem aos outros, na realidade, serão beneficiados você. A maior recompensa em dar alguma coisa é a oportunidade de fazê-lo.
Não busque atalhos no que você fizer, não há êxito sem esforço, nem realizações sem um trabalho árduo.
Mantenha-se distante dos que buscam honrarias. seja respeitoso, mas lembre que a nenhum de nós cabe a função de ser um espelho para aqueles que, acima de tudo, amam a si mesmos.
Em tudo o que fizer, tenha em mente que Deus vê tudo o que fazemos, não existe a possibilidade de enganar ao ETERNO. Quando tentamos enganar a outros, geralmente somos nós mesmos os únicos que se deixam enganar.
Seja muito ponderado ao julgar o outro, se ele estiver errado, Deus o julgará, se errarmos no julgamento é a nós que ele irá julgar.
Mais valioso que o amor que recebemos é aquele que damos.
Dizia-se de um famoso líder, que ele levava Deus tão a sério, que nunca sentiu necessidade de se levar a sério, eis um objetivo que vale a pena buscar alcançar.
Saiba usar bem o seu tempo, a vida é curta – muito curta! – para ser desperdiçada com televisão, jogos de computador e e-mails desnecessários; curta demais para ser esbanjada com mexericos e inveja daquilo que os outros possuem; curta demais para ser preenchida com sentimentos de raiva e indignação e curta demais para perder tempo criticando os outros. “ensina-nos a usar os nossos dias a fim de conseguir um coração sábio”, diz o salmo. Cada dia em que você fez alguma coisa boa para alguém não foi um dia desperdiçado.
Haverá muita coisa em sua vida que poderá lhe trazer mágoas. As pessoas podem, às vezes, ser indiferentes, cruéis, grosseiras, ofensivas, arrogantes, ásperas, destrutivas, insensíveis e rudes. isto é um problema delas, não seu, seu problema é como lhes responder. Certa dama disse uma vez: “ninguém pode fazê-lo sentir-se inferior sem a sua permissão.” o mesmo se aplica às outras emoções negativas. Não reaja, não responda, não sinta raiva ou, se a sentir, espere ela passar e então continue a sua vida. Não conceda aos outros uma vitória sobre seu estado emocional. Perdoe ...
Se você tentou e falhou, não se sinta mal. Deus perdoa as nossas falhas, desde que as reconheçamos como falhas – e isto nos poupa da auto decepção de tentar enxergá-las como sucessos. Nenhuma pessoa mereceu alcançar sucesso sem algumas falhas no caminho. O grande poeta escreveu também maus poemas; os grandes pintores fizeram quadros destoantes; nem todas as sinfonias de Mozart são obras-primas. Se lhe falta a coragem para falhar, certamente lhe falta a coragem para alcançar o sucesso.
Busque sempre a amizade daqueles que são fortes naquilo que você é fraco. nenhum de nós possui todas as virtudes. Até mesmo Moisés precisava de Aarão. O trabalho de um time, uma parceria, a colaboração com outros que possuem dons ou pontos de vista diferentes dos nossos produz sempre um resultado melhor do que o que pode se conseguir trabalhando sozinho.
Se você quer escutar a voz de Deus, crie momentos de silêncio em sua alma.
Se algo está errado, não busque um culpado. Procure saber como pode ajudar a consertar o erro.


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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Entendemos errado!!!
O que é congregar?

Acreditamos piamente que congregar é ir aos cultos regularmente, ser assíduos a uma determinada congregação e ponto final, estamos resolvidos diante do ETERNO. Seria isso correto ou isto atende apenas a nossa religiosidade? Para melhor respondermos esta questão, precisamos  entender o conceito de:
Congregar:  Um grupo de pessoas reunidas para determinado propósito ou atividade. A palavra hebraica usualmente traduzida por “congregação”  é qa·hál,  que deriva de um radical que significa “convocar; congregar”. (Núm 20:8;) É freqüentemente usada para um grupo organizado, encontrada nas expressões “congregação de Israel” (Le 16:17; Jos 8:35; 1Rs 8:14), “congregação do verdadeiro Deus” (Ne 13:1) e “congregação de YHVH” (Núm 20:4; De 23:2, 3; 1Cr 28:8; Miq 2:5). Qa·hál designa diversos tipos de reuniões humanas, como para fins religiosos (De 9:10; 18:16; 1Rs 8:65; Sal 22:25; 107:32), para tratar de assuntos civis (1Rs 12:3), e para guerra (1Sa 17:47; Ez 16:40). No livro de Eclesiastes, Salomão é identificado como “o congregante” (hebr.: qo·hé·leth). (Ec 1:1, 12) Ele, como rei, congregava ou reunia o povo para a adoração de YHVH, um caso notável foi quando reuniu seus súditos no  templo em Jerusalém. — 1Rs 8:1-5; 2Cr 5:2-6.
Então podemos definir que congregar é ajuntar, reunir pessoas, Baseado nisso podemos recorrer as palavras de Yeshua:
Porquanto, onde se reunirem dois ou três em meu Nome, ali Eu estarei no meio deles”.  Mateus 18.20

Para se ter uma congregação, precisamos de um (Kohelet) aquele que congrega, este problema Yeshua resolveu ao dizer, que estaria em nosso meio, mesmo que fosse dois ou três. Ele é o nosso Kohelet (Congregador)
Para se ter uma congregação, precisamos de pessoas para se congregar, ao que Yeshua também resolveu, dando numeração mínima de dois. Então dois irmãos reunidos é congregar.
E para os críticos de plantão, o contexto está tratando desse assunto sim, porque nele encontramos a palavra “IGREJA”,
Contudo, se ele se recusar a considerá-los, dizei-o à igreja; então, se ele se negar também a ouvir a igreja, trata-o como pagão ou publicano. Mateus 18. 17

A palavra Igreja, encontrada na Brit  hadasha (NT) é Eklesia em grego  e Qa-ral em hebraico, ou seja, a congregação do Tanach (VT) é a mesma congregação da Brit hadasha (NT).


Podemos definir a hora é o lugar de congregar?
O vento sopra onde quer, você escuta o seu som, mas não sabe de onde vem, nem para onde vai; assim ocorre com todos os nascidos do Espírito.” João 3.8

Repare o que ocorre com os nascidos do Espirito (Ruach /Sopro do ETERNO). Este vento é o sopro do todo poderoso, que em nossa tradução é erroneamente chamado de Espirito santo, mas seria melhor traduzido como  (Espirito Do Santo, ou do ETERNO e ainda melhor seria Sopro do ETERNO). Este Sopro do ETERNO, sopra onde quer, e soprando onde ele quer, ouve-se a sua voz, não sabemos de onde ele vem e muito menos para onde vai, e ELE guia, direciona, conduz quem ELE quer , da forma que ELE quer, assim deveria ser constantemente, veja exemplos:
E aconteceu que o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te e acompanha essa carruagem.  Atos 8.29

Espirito neste texto é Ruach (Sopro) e ELE conduz o pregador, ELE direciona, no lugar que ELE escolheu e no tempo DELE.

Enquanto serviam, adoravam e jejuavam ao Senhor, o Espírito Santo lhes ordenou: “Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a missão a qual os tenho chamado”. Atos 13.2

Veja novamente o SOPRO DO ETERNO conduzindo, direcionando a congregação.


Para concluir veja este texto:

Mas a hora está chegando, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai, em espírito (SOPRO)  e em verdade; pois são esses que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito (SOPRO), e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito(SOPRO)  e em verdade.”  João 4.23,24.


Não sou contra as organizações, porém elas não podem tomar o lugar do SOPRO DO ETERNO, elas devem unicamente servir ao ETERNO, se fosse assim estaria tudo certo, porém sabemos que não é assim. Congregar é literalmente estar onde o Senhor Yeshua está, é ouvir a voz do SOPRO e fazer o que ELE quer que façamos, e não simplesmente nos reunir por obrigação, por agendamento, por compromisso, por religiosidade, por que isso, de nada vale diante do ETERNO.

Duas questões importantes para você refletir:

1    1)    Quem nunca saiu de uma reunião agendada por homens, seja culto, célula etc, dizendo: O que eu vim fazer aqui hoje?

2     2)    Quem nunca participou por acaso de algo e saiu dizendo assim: Meu Pai, eu tinha mesmo que estar aqui hoje.

As vezes saímos de casa com um proposito e fazemos outro totalmente diferente e nos deparamos com um mover espetacular da parte do ETERNO, isso é congregar. Em contrapartida participamos de reuniões que concluímos que não deveríamos ter saído de casa naquele dia, porque foi humano e não o SOPRO.
Um discípulo alguns dias atrás saiu de casa com um destino, no meio do caminho o SOPRO veio sobre ele e usado poderosamente pelo ETERNO, evitou um homicídio. E o homem que estava prestes a matar outro disse: 

"Se você não estivesse naquele lugar no exato momento, eu teria matado" ...

Precisamos deixar a religiosidade de lado e ouvir a voz do vento, e fazer o que ele quer que eu faça e não o que está em minha agenda, sendo assim produziremos mais para o reino. Quando vier ao seu coração de ir a um lugar, e seu coração queimar para isso, não discuta, não diga que está na hora do culto, ou da célula, ou do ensaio de louvor, ELE sabe onde precisa de você e é nesse exato momento que nos caracterizamos como servos do ETERNO, porque fazemos o que ELE quer e não o que a religião diz.
Que o SOPRO DO TODO PODEROSO seja sobre você e te conduza.

Por Marcos Déco




segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A conversão de um muçulmano ao evangelho.

Em 2003, Norbert Lieth entrevistou um cristão curdo da Turquia, um ex-muezim. Considerando sua atividade missionária no ambiente islâmico, ele permanecerá anônimo. No entanto, o que aquele muçulmano convertido disse naquela ocasião permanece hoje mais atual do que nunca.

Antes da sua conversão a Jesus Cristo, você era um muezim muçulmano. Qual é a função de um muezim?

O muezim (árabe) é o arauto e apresentador de oração, que cinco vezes ao dia anuncia do minarete da mesquita a hora da oração. Ele também celebra casamentos e atende a todas as tarefas que a religião islâmica impõe. Por assim dizer, ele é o pastor e orientador espiritual da sua comunidade. Quando e por meio do que você encontrou Jesus?

Por meio da leitura do Novo Testamento, que anteriormente eu odiava: estava convicto de que cristãos de má índole o tinham falsificado. Quando fui parar na cadeia na Alemanha por causa de um assalto, orei naquele lugar a Deus para que Ele me mostrasse o caminho até Ele. Aí chegou um Novo Testamento em minhas mãos, que passei a ler e onde descobri que eu era um pecador e que Jesus Cristo morreu pelos meus pecados. Em 9 de novembro de 1987, dobrei meus joelhos diante de Jesus e O recebi como meu Senhor e Salvador.

Mas já antes disso Alá havia se tornado para mim um deus cruel pelas seguintes razões:

1. Quando eu ainda era muçulmano, comecei com a idade de sete anos a observar o dever de cinco vezes por dia me prostrar diante de Alá, o que são 35 vezes por semana. Em algum momento, porém, constatei muito decepcionado que aquilo não me proporcionava certeza de salvação e que o inferno estava à minha espera. É assim que o Alcorão ensina: “O teu Senhor decidiu definitivamente que não há ninguém entre vós homens e demônios que não vá para o inferno e que só depois, se Alá assim o quiser, ele o retirará de lá”. Fiquei decepcionado com o islã.

2. Também achei cruel que esse Alá, o suposto Criador, desse a mim, sua criatura, ordens de matar pessoas que pensassem ou cressem de outra forma. Na Surata 9, versículo 29, contém a ordem de guerra contra judeus e cristãos. E a certa altura me percebi mais humano que Alá. Eu não podia continuar a participar disso e, assim, renunciei ao meu cargo de apresentador de orações e me pus à procura do Deus vivo. Para um muçulmano, o único caminho de conseguir certeza da salvação por meio do islã é obedecer àquelas ordens cruéis e matar gente por Alá.

Como muçulmano praticante, qual era sua postura em relação a Israel, e qual é sua atual postura de cristão em relação ao judaísmo?

Naquele tempo eu odiava os israelenses e judeus sem que sequer tivesse conhecido um único judeu. É claro que isso provinha do veneno que o islã havia introduzido em mim. Mas a Bíblia diz: “Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres” (Jo 8.36). Quando vim a crer e constatei por meio da Palavra de Deus que Israel é o Seu povo na Terra, arrependi-me dos meus pensamentos. Hoje não passa nenhum dia sem que eu ore por Israel e abençoe Jerusalém e o povo judeu no Nome de Jesus.

Quando ainda estava preso no Islã e não tinha esperança nem certeza da salvação, apesar de ser religioso, e o fardo do pecado me oprimisse, eu às vezes desejava ser um terrorista suicida em Israel. Era impelido por Satanás a acabar com a minha vida e arrastar comigo para a morte algumas pessoas daquele povo que Deus ama. Também quando estava encarcerado ainda me debatia com essa ideia. O Senhor, porém, me guardou. A Ele o louvor e a gratidão!

Como você avalia a evangelização entre estrangeiros no Ocidente? É suficiente o que se faz nessa área? O que se poderia fazer de diferente e o que deveria ser valorizado?

Não se faz o suficiente. Eu mesmo atuo desde a minha conversão como evangelista entre estrangeiros na Alemanha. Muitos deles andam procurando. Cabe a nós cristãos amar os estrangeiros e oferecer-lhes um modelo verdadeiro do Senhor Jesus. A gentileza é muito importante e também a coragem de os convidar. Há muitos muçulmanos acessíveis na Europa. É importante ter o cuidado de não falar com eles numa atitude de superioridade. É necessário empenhar-se em não erigir barreiras, mas de construir pontes até o coração deles. E o ponto que requer particular atenção é o de não lhes dizer logo no início que Jesus é Deus. É importante explicar-lhes antes a queda no pecado, para então conduzi-los à conversão. Não podemos explicar a um cego o aspecto da cor vermelha. Antes disso, será necessário abrir-lhe os olhos. Então ele reconhecerá quem Jesus é. O resto virá em seguida por si.

Que cuidados particulares são necessários se quisermos ganhar um muçulmano para Jesus?

Muitas vezes, os muçulmanos me dizem: “Os cristãos falam contra nós”. Em outras palavras: quando pregamos o Evangelho, eles acham que automaticamente nos opomos a eles. Mas eles reconhecem que, como cristãos, temos algo que eles não possuem, ou seja, a certeza da salvação. Estou plenamente convicto de que Jesus Cristo veio “buscar e salvar o que estava perdido”. Se levarmos aos muçulmanos esta maravilhosa e gratificante esperança, eles verão isso. Se assim mesmo me amaldiçoarem, eu os abençoo. Oro por eles, choro por eles e choro com eles. Isso eles também veem e dizem: “Isto não conseguimos fazer!” Se nos dirigirmos a eles com o coração ardendo no amor de Cristo, eles reconhecerão que temos algo que falta a eles.

Do ponto de vista das declarações proféticas da Bíblia, o que você pensa dos nossos tempos? Concordaria com a opinião de que vivemos nos tempos finais (o período antes do Arrebatamento e da Volta de Jesus)?

Sim. Desde 1948, o Senhor voltou a reunir o Seu povo, exatamente segundo a Sua Palavra. Para mim, este é o primeiro sinal de que a Volta de Jesus não demorará. Outro sinal disso são os acontecimentos atuais e, além disso, a falta de amor entre os cristãos. No Seu sermão escatológico, o Senhor disse: “Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24.12). Quem não enxergar que tudo isso está de fato ocorrendo, deve ser cego. Afinal, o amor entre os cristãos é muito importante, mas infelizmente vejo muitas vezes essa falta de amor mesmo entre cristãos autênticos. Se o meu fundamento não fosse a Palavra de Deus, eu já teria fugido há muito tempo. Mas também isso é profético, porque o Senhor Jesus também disse: “Quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” Estou convicto de que vivemos esses dias.




Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens


domingo, 18 de fevereiro de 2018

Vire a página

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Em um de meus momentos não muito inteligentes, participei de uma corrida que começava com uma prova de natação, de quase dois quilômetros, no mar. Seiscentos de nós se juntaram na praia ao nascer do sol, alguns esperavam ganhar uma medalha. Eu esperava acabar antes do jantar.

Seis boias alaranjadas marca­vam nosso caminho. Meus companheiros de corrida me disseram o segredo para ficar no caminho certo: a cada quatro ou cinco braçadas, levante a cabeça para fora da água e tome o rumo certo. A última coisa que você quer fazer é sair do caminho certo e ter de nadar uma distância a mais para voltar. Parecia simples. Eu já tinha praticado a técnica do “levantar e olhar” à exaustão na piscina. Mas não no mar agitado pelo vento.

E já mencionei o vento? Todos nós engolimos em seco ao vermos a bandeira lá em cima toda esticada, e os ventos soprando mais fortes. Rajadas de vento faziam com que o mar da baía se parecesse com uma cordilheira de águas salgadas. E o que era pior, o vento soprava para o sul. Nós  nadaríamos para o norte. “Sem problemas”, eu disse a mim mesmo para me tranquilizar. “E só nadar de uma boia a outra.”

Depois de alguns minutos, a tática de nadar de “uma boia a outra” se transformou em: “Quero minha mãe!” Este peixinho aqui não tinha a menor chance. Cada vez que eu levantava e olha­va, tudo o que eu via era a próxima onda. Foi um desastre. Até onde pude perceber, nadava em círculos.
Então, de repente, a ajuda veio nadando até mim. Uns seis competidores fizeram meu corpo de ponte. Primeiro, fiquei mui­to irritado. Depois, eu me toquei: eles sabem aonde estão indo, e fui atrás deles. Tão mais fácil. Sem procurar por marcadores nas on­das; só ficar com a turma. E foi o que eu fiz. Deslizamos pela baía com a confiança de um bando de golfinhos, conferindo o rumo dos companheiros a cada dez minutos, cada braçada nos levando mais próximos do fim. Mas minha mão bateu no bote de salvamento.

Parei e olhei para um dos juízes. Um a um, meus novos companheiros de cor­rida vieram e bateram em mim ou no barco. Engavetamento em pleno mar.
— Aonde vocês estão indo? — perguntou o cara na canoa. Pela primeira vez em algum tempo, olhei a minha volta. Estáva­mos pelo menos uns quinhentos metros fora do curso, bem no meio do caminho para chegar à China. Olhamos uns para os ou­tros. Ninguém disse nada, mas eu sei que todos pensamos. Bem, sei o que pensei. Achei que vocês soubessem aonde estavam indo.

Éramos tantos nadadores que não podíamos estar todos errados, não é mesmo? Podíamos sim. Um pouco frustrados e bastante envergonhados, nós nos viramos na direção da praia e nos juntamos ao evento novamente. Não fui o último a sair da água.

Já teve dias assim? Dias em que você de repente percebe que está a quilômetros distante de seu caminho? Deus manda um bote de resgate em dias assim. Jesus, posicionado acima das ondas e desfrutando de uma visão privilegiada da praia, oferece-nos seus cuidados: “Quer uma ajuda para voltar ao caminho certo?”

Sábios são os que aceitam e nadam na direção que ele aponta.



Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.

Mateus 15.14

Extraído do livro : Todo dia é um dia especia, de Max Luccado